10/11/2015
CAPITULO 1 - W. CHAN KIM RENEE MAUBORGNE
O capítulo 1 do presente livro fala sobre dois oceanos de possibilidades, um já consolidado no mercado altamente competitivo, tratado como oceano vermelho e outro, ainda inexplorado como um mercado a ser descoberto denominado oceano azul.
Os oceanos vermelhos são assim chamados porque o vermelho representa a guerra desenfreada de concorrentes se digladiando e espalhando o “sangue” por todo o lado. O autor afirma que é neste ambiente hostil, que devem surgir os oceanos azuis, ainda não desbravados e sem regras definidas. O autor segue dizendo que neste momento a única maneira de superar os concorrentes é não mais tentar superar os concorrentes.
O capítulo começa relatando a experiência de Guy Laliberté, que hoje é um dos personagens mais importantes do empreendimento Le Cirque de Soleil, o autor trata de mencionar este empreendimento para exemplificar sua tese sobre os oceanos azuis. Chan Kim diz que o Le Cirque de Soleil descobriu um oceano azul quando no momento em que o circo estava decadente e introduziu uma nova concepção de espetáculo, ganhando assim além de novos clientes um aumento brutal de receita.
O que acontece é que estes oceanos azuis por ainda não terem regras, não possuem uma orientação prática de como criá-los. O autor ao longo do capítulo segue sustentando sua tese com dados relevantes de empresas bem sucedidas no mercado, que seguem criando novas necessidades aos seus clientes.
No entanto a estratégia do oceano azul se sustenta em investimentos de alto capital onde empresas podem investir em novos mercados e comprometer sua receita em níveis aceitáveis. E no Brasil como se desenvolve esta estratégia? A estratégia defendida por Chan Kim me parece ser rotineira no Brasil, pois o brasileiro, criativo por natureza já a pratica no dia a dia, no vendedor de rosas que se caracteriza como personagens de filmes e nos demais ambulantes da rua.
A estratégia para a conquista de um oceano azul começa com uma empresa inteligente, que deve investir na multidisciplinaridade de seus colabores para que estes possam exteriorizar a criatividade, e daí aventurar-se em busca de novos oceanos. Uma empresa inteligente recrutaria seus colabores com base nos empreendedores ambulantes do centro da cidade, uma empresa inteligente desenvolveria a sensibilidade em seus recrutadores de pessoal, para que estes desenvolvam uma visão apurada de seleção , pois um recrutador experiente deveria selecionar e adequar cada contratado a função em que extraísse o seu maior potencial. Dessa forma os oceanos azuis surgiriam com mesma velocidade do nível de criatividade de seus colaboradores. Mas isso é para as empresas inteligentes.
Israel D. Cabral da Silva